I don’t…


Um dia normal de trabalho

O telefone toca. Atendo.

– “Alô, é o Pedro?”

– Sim, sou eu.

– “Pedro, é o Borges. Anota aí o número da Kombi…”

– … Quê?? Número da Kombi?

– “É, te falei cocê (sic), anota aí a placa.”

– Cara, não tô sabendo de nada sobre Kombi não, tem certeza que sou o Pedro com quem você quer falar?

– “É sim, você é o Pedro, um  barbudim, né?”

– Sim, do setor de pessoal.

– “Então, a gente conversou outro dia sobre isso, anota aí o número da kombi”

– Não faço nem idéia do que você tá falando, acabei de voltar de licença médica e nunca conversei com você antes.

– “Ah… então tá, brigado.”

 


The end is nigh

Semana passada rolaram uns papos de que o mundo ia acabar. As pessoas estão sempre, de alguma maneira, torcendo por isso. A chuva de meteoros, a invasão alienígena, o julgamento final, a terceira guerra mundial, o holocausto nuclear, o dia em que os computadores dominarão o mundo só porque não foram programados pro ano 2000, enfim… Tá todo mundo louco pra tudo acabar logo e podermos descansar em paz.

O único comentário escatológico que eu tenho pra fazer a respeito disso tudo é o seguinte: poxa, faz muito tempo que não como milho.

Tudum-pá!


UNLEASH THE BABY

Chapeleiros vão chapelar
[Job Complete]


Chocolate de LSD

Eu não sou publicitário. Eu até pensei em fazer Publicidade e Propaganda no vestibular, mas o mesmo pode ser dito sobre quase todos os cursos, eu acho que só não pensei em fazer Matemática naqueles tempos conturbados. No entanto, eu assisto bastante sempre deixo ligada a televisão pra me fazer companhia e, de vez em quando, alguns comerciais acabam chamando minha atenção. Geralmente por aspectos negativos.

Desta forma, resolvi que de vez em quando analisarei alguns desses comerciais, mesmo sem ter nenhum preparo profissional para isso. É claro que minha intenção será, quase sempre, ridicularizar o rumo que a publicidade tomou apelando para fórmulas batidas ou simplesmente indo pra caminhos totalmente absurdos.

Como o comercial que vi ontem:

Sério, eu vou enumerar algumas coisas pra facilitar:

1- Não pode entrar com chocolate em nenhuma Biblioteca séria. E essa parece ser bem séria.

2- Tem uma galera estudando e a mulher, que já tá na rebeldia entrando com chocolate, começa a fazer aquele barulho de plástico abrindo. Muito desagradável.

3- Olha como ela quebra o chocolate. Em 0:04. Na boa, ninguém tem a manha de quebrar chocolate assim, e quando tenta acaba formando um triângulo bizarro que vai totalmente contra as normas estabelecidas pra comer chocolates divididos em paralelepípedos. Além de ser necessária uma força enorme pra quebrar da maneira que ela quebrou. Aí já dá pra sacar que as coisas vão ficar estranhas…

3b- Ela quebra o chocolate em cima de um livro aberto. Sinceramente, espero que o livro seja DELA pelo menos porque qualquer leitor sensato sabe que os farelos de chocolate cairiam nas páginas e causariam manchas. E eu tenho certeza que uma biblioteca séria dessas, apesar do lapso de deixá-la entrar com chocolate, tem uma política bastante estrita com relação a manchas em seu acervo.

4- Em seguida ela morde e… sente um vento refrescante? Sério? Chocolate refresca? No meu mundo chocolate até deixa meio com calor, pois é açúcar/energia. Se fosse um chocolate de menta ou hortelã, dava pra entender…

5- Mas tá, ela come, rola a brisa, começa uma música… e a LOUCURA COMEÇA. Eu não sabia que “chocolate ao leite” era sinônimo para “chocolate batizado com LSD”. Um pégaso surge no meio da biblioteca, vindo de baixo? E o pior, é um pégaso com asas bem mal feitas… Parece que usaram penas de ganso, o que é uma lástima. Porém é até compreensível pois penas de pégaso autênticas são um pouco raras.

6- A protagonista da propaganda mais uma vez se revela uma facínora completamente alheia a regras e resolve pular com o pégaso pela janela da biblioteca. Putz, isso é proibido em tantos níveis que eu nem posso começar a explicar. E o pior: dá pra ver em 0:19 que trata-se na verdade de um atentado contra o pobre pégaso, pois as asas dele claramente não vão passar pela abertura da janela. É por esse tipo de coisa que pégasos não aparecem tão frequentemente.

7- Ela pula pela janela com seu pégaso de asas que deveriam ter quebrado e em menos de 1 segundo já tá acima das nuvens. É tipo um pégaso a jato. Eu usaria um capacete, se fosse ela.

8- Em 0:27, ignorando completamente tudo que se conhece sobre pégasos, nosso amigo voa sem bater asas, e até solta um relincho amistoso, apesar de o ar naquela altitude ser rarefeito demais para animais (ainda que mágicos).

Eu podia fazer mais observações mas, no geral, achei a propaganda muito boa. De verdade. Peguei direitinho a mensagem que eles queriam passar. Além do mais, eu sempre quis sair aloprando por aí montado num pégaso, e graças à Lacta agora isso é possível!