Radamanthys de Wyvern

De repente meu blog tá parecendo um fansite da coleção Cloth Myth dos Cavaleiros do Zodíaco. Mas não é o caso. Eu realmente só comprei o Siegfried de Dubhe porque quando era mais novo queria muito tê-lo.

Mas aí acabei me deixando levar e comprei também o Radamanthys de Wyvern, desta vez em um site japonês (ou algo assim). Chegou bem rápido, considerando que veio do outro lado do mundo (e todo mundo que já comprou no Deal Extreme sabe do que estou falando). A compra foi realizada no dia 19 de Agosto, e a action figure enviada no dia seguinte. Hoje os correios me entregaram o pacote pela tarde, e curiosamente a caixa encontrava-se em perfeito estado – muito melhor do que a caixa do outro boneco comprado no ML.

Como passei as últimas horas ouvindo “Winds of Change” do Scorpions e pensando na vida montando a action figure recém-chegada,  resolvi postar umas fotos só pra não tornar inútil o imenso esforço despendido.

Legenda aleatória: além de ser babaca, o Kanye West não canta nada sem Auto-Tune

A action figure segue o padrão de qualidade encontrado no Siegfried de Dubhe, adquirido anteriormente. Todas as peças são muito bem pintadas e, apesar de algumas apresentarem dificuldade no encaixe, pode-se dizer que aguentam uma boa quantidade de abuso (tipo quando você está tentando encaixar o cinturão da armadura há mais de 13 minutos e começa a ficar um pouco nervoso).

Ele parece na verdade um pouco confuso, ao invés de MAU… Acho que o flash da câmera tava muito forte.

Uma crítica que deve ser feita, porém, é a de que a action figure não fica em pé “por si só”. Graças às asas da armadura, é praticamente impossível mantê-la em pé sem se “apoiar” em algo – no caso eu usei as próprias asas, deixando suas extremidades encostar no chão e assim dar equilíbrio ao boneco. Sei que essa é uma reclamação meio nerd, mas se na caixa ele está em pé sem auxílio de nada, seria justo que isso ocorresse de fato. Sendo assim, preciso encontrar culpados e xingá-los: vá pro inferno, GRAVIDADE! Maldito Newton… Eu te odeio, FÍSICA MODERNA!

A foto abaixo deixa claro o que estou querendo dizer:

Sim, ele tem literalmente pés de galinha – mas acho que isso já dava pra ver no anime

Enfim…

Recomendo a loja a todos que desejarem comprar uma action figure da série Cloth Myth. O preço foi bem menor do que os preços praticados aqui no Brasil (o boneco sozinho custou cerca de R$ 70,00 – ou 3.300 grãos de arroz, a moeda japonesa), mesmo com o custo do envio, que por sinal foi rápido o suficiente – como se houvesse urgência, também… é só um boneco, e não remédio para cardíacos. Apenas vinte dias de espera por uma action figure vinda do Japão é um prazo bem razoável, convenhamos.

É isso aí, estou à disposição para sanar quaisquer dúvidas a respeito da minha experiência comprando bonecos inúteis na internet.

Ps.: Se você veio até o meu blog tentando saber se o Shun era realmente gay, saiba que eu não tenho a resposta para isso. Mas meu palpite é de que NÃO, ele só tinha… problemas… cromossômicos… e psicológicos, em um nível bem profundo.

Ps.2: Sério, não entendo porque o Google retorna meu blog para tais questionamentos.

Ps.3: Agora passará a fazer sentido, pelo menos.

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Siguifrido

Bom, há alguns dias eu postei aqui que era uma vontade de infância ganhar a action figure do Siegfried de Dubhe no natal. Não é natal e ninguém me deu, mas ontem chegou um pacote aqui em casa.

Para os leitores mais devagares: sim, eu comprei o boneco do Siegfried de Dubhe. Comprei deste vendedor no Mercado Livre, que recomendo pela rapidez no envio (levou apenas sete dias entre o pagamento e a cena acima capturada).

E veio muito bem embalado, com direito a plástico bolha. Enfim, após tanto babar nas action figures de Cloth Myth pela internet, pude colocar as mãos em uma delas – e logo no boneco que me fez chutar várias canelas durante a infância.

A caixa tava meio destruída (para um perfeccionista) mas temos que entender que os funcionários responsáveis por manusear as encomendas nos Correios são apenas singelos rinocerontes, que não têm culpa por não possuírem polegares opositores ou… o mínimo de cuidado. Isso também não importa, pois o interior estava intacto e eu não sou (mais) tão chato assim.

A caixa se abre como um livro e lembra um pouco as caixas antigas, só que não. Ao contrário das embalagens velhas, essa vem com um manual que não se parece com papel higiênico impresso em uma gráfica tailandesa improvisada e operada por macacos. O manual é colorido e bem trabalhado, além de trazer avisos importantes:

Nem o menor homem do mundo morreria sufocado neste plástico. Dou minha palavra.

Prosseguindo. A série Cloth Myth é reconhecida por trazer, além do altíssimo nível de detalhes e fidelidade ao anime, uma grande versatilidade no que diz respeito às articulações dos bonecos. Eu confesso que achei algumas articulações um pouco “frouxas”, mas sem dúvida são infinitamente melhores do que as articulações da série “Vintage” – que fazia parecer que todos os cavaleiros eram paraplégicos. Dá pra fazer muitas poses bacanas com as action figures (sim, estou revezando entre chamar de bonecos e action figures, parabéns para você, leitor perspicaz, que percebeu isso antes de eu precisar escrever um texto gigante entre parênteses).

E vamos ao que interessa: o boneco. Tirei uma foto dele sem armadura, para que vejam o nível detalhe do rosto e dos cabelos. É realmente muito bem feito e vale o preço pago que, nas minhas contas, é proporcionalmente menor ao preço dos bonecos lazarentos de 1994…

É, ele é um *pouco* magro… e andrógino…

A legenda para a foto de cima foi totalmente estúpida, porque todo mundo que assistiu Cavaleiros do Zodíaco se lembra que eram todos bem magrelos, e alguns eram bastante andróginos também. Tirando o Shun, que de fato era uma mulher. Chega de enrolar, após várias horas alguns minutos tentando entender o manual e encaixando peça por peça (fazer isso foi bem mais chato do que eu me lembrava), eis o resultado final:

Como podem perceber o boneco vem com diferentes sets de cabelos e mãos para que possamos criar as mais diferentes cenas e poses. É o equivalente nerd de uma Barbie.

Pois é, eu acabei tirando as fotos de uma pose só (claro que na verdade foram duas, jamais quis ofender você, fã de Shakespeare). Acho que sou um mau colecionador de Barbies  nerd.

Eu devia ter colocado um fundo branco nessa última, espero que a LG não se sinta mal por eu estar fazendo propaganda da marca deles de graça. Ou espero que eles me remunerem por isso.

Pra resumir: se você tiver a oportunidade e a vontade de comprar um cavaleiro da série Cloth Myth, COMPRE. É um produto de alto nível. Há várias lojas vendendo, além de ser facilmente encontrado no Mercado Livre. Uma loja brasileira que recomendo é a AllCenter, e do exterior eu gostei muito dos preços na AMIAMI (que não fica em Miami, aparentemente). Bom lembrar que comprar produtos estrangeiros pode acarretar tributação e demora bastante pra chegar, geralmente. Algumas ofertas até valem à pena: acabei comprando o Wyvern de Rhadamanthys por R$ 65,00 + envio, na AmiAmi – e estraguei a piada de Miami.

Eu curti muito realizar esse “sonho” de infância. No entanto, como todo bom nerd, brinquei com meu boneco por cinco minutos e agora ele está devidamente guardado em sua embalagem original, onde ficará aprisionado para sempre.


Pano Mito

Eu nem gosto muito de miniaturas e bonecos, hoje em dia. Nem é uma questão de “ah, sou adulto e isso é coisa de criança”. É que eu não tenho onde guardar, meu quarto já é um amontoado insano de coisas. Por essa razão doei todos meus cavaleiros do zodíaco há um tempo atrás (junto com todos meus bonecos, e eram muitos).

Porém, eu ainda curto ficar mexendo nas miniaturas hentai do meu melhor amigo – enquanto ele me encara como uma mamãe ursa afastada de seus filhotes, rosnando e babando em fúria, esperando a primeira pecinha cair no chão pra espalhar minhas tripas pelo chão. E curto também ficar olhando umas fotos de miniaturas na internet, principalmente as “novas” de CDZ – o tal do Cloth Myth, cujo nome nem faz sentido.

Hoje tava olhando umas de bobeira e lembrei do cavaleiro que eu mais queria ter. Não era o Shiryu, nem o Radamanthys. O Shaka eu já tinha, naturalmente, pois meus pais perceberam rapidamente que faria sentido me dá-lo. E acharam legal também me dar o Shun. Mas tudo bem, eles me forneceram abrigo e alimento durante todo esse tempo, então merecem um desconto.

Apesar do nome, as miniaturas não são de pano. Tampouco de “mitos” (a minha sorte é que esse blog é pouco visitado, porque eu tenho CERTEZA que apareceriam 270 malas querendo me explicar o significado do nome – EU SEI!!). Elas são feitas de foderosidade condensada.

Nem se comparam às antigas, que o pessoal chama hoje em dia de “Vintage” – mas são só as velhonas mesmo em que as armaduras caíam quando você ia soltar um “Meteoro de Pégaso”. E se eu me lembro bem, os preços atuais nem estão muito mais altos do que na época (ainda mais considerando a pindaíba em que o país todo estava, até que o Plano Real foi lançado). Eu tenho certeza que o almoço lá em casa foi mais parco em alguns dias por culpa dos bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco.

Até o Shun ficou legal! Mas continua bem gay.

Rolou um suspense pra falar qual era o cavaleiro que eu mais queria ter. Foi proposital. Enfim, era o Siegfried de Dubhe. Eu implorava todos os dias pros meus pais/padrinhos/tios/papai noel me darem o Siegfried. E olha que era ISSO que eu implorava pra ter. Sabe-se lá o que eu faria se, na minha época, a miniatura do Siegfried fosse assim:


A propósito, eu acabei ganhando o Hagen de Merak (Beta), e apesar de não ser o Siegfried, fiquei bem feliz também. Eu não sei mas, naquela época, quaisquer pedaços de plástico e metal colocados aleatoriamente juntos de modo a levemente lembrar personagens de um desenho animado eram muito legais.

Se essas miniaturas fossem lançadas naquela época eu nem posso imaginar o tipo de caos que ocorreria a cada natal ou dia das crianças. Seria o verdadeiro Apocalipse, crianças berrando com voz de demonho, exigindo miniaturas de seus cavaleiros favoritos, pais vagando ensandecidos pela cidade como zumbis (dos que correm), murmurando “bonecos” ao invés de “miolos”, brigando entre si até pra comprar o Shun.

E isso me faz pensar… sério mesmo que as técnicas de produção em massa melhoraram tanto em 10 anos (a série Cloth Myth é de 2003)? Eu desconfio que aquelas miniaturas antigas eram porcas de propósito – e venderam que nem água, do mesmo jeito.

Acho que esse foi o post mais nerd da história desse blog. Na semana que vem posto algo descolado, tipo uma foto minha em pé em cima da cama usando botas de couro de crocodilo e capacete de motoqueiro, cercado por garotas de programa e empunhando uma guitarra flying V com pintura de fogo, enquanto realizo um solo virtuoso com uma mão só e bebo uma garrafa de whisky com a outra.

————————————————-EDIT————————————————-

Ah, lembrei de um detalhe sórdido. No natal em que mais implorei pra ganhar o Siegfried, lembro de passar na casa de um primo depois da ceia. Eu já tinha aberto meus presentes e ficado feliz com o Hagen-não-Siegfried. Quando cheguei lá, eles estavam abrindo os presentes deles. Um muleque lá abre a caixinha dele, e era NADA MAIS, NADA MENOS do que o Siegfried de Dubhe. E ele nem sabia o nome do cavaleiro. Daí em diante sempre que a gente jogava bola eu fazia questão de chutar a canela dele.