Melancia
Publicado; 10/04/2012 Filed under: Nada, Nerd | Tags: Bíblia, Calendário Cristão, Calendário Maia 2012, Data, Feriados Cristãos, Fim do mundo 2012, Gremlins, Melancia, Monografia, Nascimento de Jesus Cristo, Natal, Profecia Maia, Tempo 1 Comment »Eu acho que demorei um pouco pra falar da profecia Maia de que o ano vai acabar em 21 de dezembro de 2012. Pois bem. Nem vou entrar no mérito se vai mesmo acabar, como vai ser ou o que eles queriam dizer com “o fim de um ciclo”. Vou comentar um detalhe mais importante.
Atualmente em quase todo o mundo se conta os anos com base no ano do nascimento de um cara bem famoso, o primeiro popstar: Jesus Cristo. Estudiosos e religiosos entraram num consenso de que sua data de nascimento seria pra sempre considerada um marco na história da humanidade. Assim, foi convencionado que a história humana (ocidental, pelo menos) seria dividida em “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”, começando a última a partir do ano 1, o ano em que esse cara nosso magnânimo salvador nasceu (sério, o que seria de nós sem o Natal e todos os feriados cristãos?).
No entanto, estudiosos mais competentes, muitos séculos depois, se deram conta que na própria Bíblia estão presentes fortes elementos que indicam que Jesus na verdade nasceu pelo menos 2 ou até 7 anos antes da data anteriormente convencionada. A explicação é bem simples: na Bíblia fica claro que o nascimento de Jesus se deu sob o reinado de Herodes, o Grande. Porém Herodes, o Grande, faleceu no ano 4 antes de Cristo (imagino que o caixão devia ser imenso).
É engraçado porque, assim, é possível facilmente concluir que Jesus nasceu antes de Cristo.
Voltando à profecia Maia. A data “malévola” é 21/12/2012, né? Faz até sentido, o número é meio cabalístico (21122012, ficaria mais legal se fosse em 20 de dezembro o derradeiro fim: 20122012). Só que essa data não chegou ainda. Vai demorar pelo menos 2 anos pro mundo “acabar”, por culpa de alguns vacilões que nem leram a porcaria do livro que eles próprios escreveram. Tudo bem, eu também não reli minha monografia quando a terminei, só queria me formar logo… mas minha monografia nunca mudou toda a história humana causando guerras, discórdia e intolerância – por enquanto.
Na verdade, se formos considerar a data do nascimento de Jesus como marco inicial para contagem dos anos, estamos no máximo em 2010. Em 2010. E 21/12/2010 é (foi) uma data que não mete medo em ninguém (não meteu, quando passou de mentirinha). Podemos até estar em 2005 ainda. E se eu me lembro bem, no ano de 2005 da nossa contagem falha, o mundo não acabou também.
Isso quer dizer que o calendário ali no canto inferior direito da sua tela é provavelmente uma grande mentira. Até eu posso inventar um modo de medição de data baseado em qualquer coisa e vai estar tão certo quanto o calendário do Windows atual calendário cristão.
Essa confusão toda me faz pensar que nos preocupamos tanto em “medir” o tempo que acabamos nos embananando e perdendo o ponto principal de registrar sua passagem: aproveitá-lo bem. Porque não faz tanta diferença como se mede o tempo, o que realmente importa é como o utilizamos.
E não só individualmente mas também como um todo. Nesses milhares de anos fizemos, enquanto espécie, muita merda. Fizemos muitas coisas boas também, mas ainda temos um longo caminho para melhorar e não merecer de fato o nosso próprio e prematuro fim.
Ps.: O “mundo” não vai acabar, nós vamos acabar. Só porque percebi que acabei de fato não falando disso. E isso é bem óbvio, também. É só pensar no quão grande é o universo e no quanto somos pequenos, frágeis e nocivos a nós mesmos.
não vá
Publicado; 02/04/2012 Filed under: Música 2 Comments »Música nova. Simples, feita em alguns minutos num lampejo de criatividade em uma dessas madrugadas.
Algumas razões para o Brasil ser como é…
Publicado; 16/03/2012 Filed under: Rage mode | Tags: Brasil, Corrupção, Política, Sociedade 4 Comments »Eu vejo muita gente reclamando da classe política no Brasil, e sempre convido essas pessoas a refletirem a respeito do real sentido da democracia. Democracia significa o governo do povo (demos = povo + kratos = poder), e se realiza modernamente através da representação popular no governo. Sim, representação popular, o vereador eleito representa diretamente a população que o elege. Esse é um fato que muitas pessoas se esquecem, ao chamá-lo de corrupto; esquecem de olhar para si mesmas, para seus semelhantes. Esquecem que muitos de seus amigos e entes queridos praticam diariamente o “jeitinho brasileiro“, que nada mais é do que uma forma branda de corrupção/subversão de normas sociais, na maioria dos casos.
Sob este ponto de vista um pouco mais esclarecido, podemos dizer que nossos políticos representam com fidelidade grande parte da população. Exemplos… perca sua carteira em uma boate, esqueça algo em um táxi, raciocine um pouco sobre as margens de lucro obtidas por comerciantes brasileiros. Em nossa sociedade prevalece o mais esperto, estamos constantemente querendo levar vantagem sobre o outro, sobre o governo, sobre tudo e sobre todos. Ninguém se importa com o país, apenas com o próprio nariz (e bolso, principalmene). Não existe um sentimento de respeito ao próximo enquanto conterrâneo (ou mesmo enquanto outro ser humano), não há um verdadeiro espírito patriota (ao menos fora da época da Copa do Mundo).
Mas por quê vivemos assim? Por quê o Brasil é essa zona? Vou tentar estabelecer alguns pontos que, penso, explicam um pouco desse contexto.
1) Colonização
Esse fator todos nós aprendemos na escola, bem cedo. Fomos uma colônia de exploração, ou seja, desde o princípio nunca houve a intenção em formar uma nova nação, e sim de apenas retirar tudo que havia de valioso para sustentar as dívidas de um reino em crise. Dessa maneira nosso desenvolvimento foi inteiramente voltado, nos primeiros trezentos anos, a servir aos interesses de Portugal ao invés de se construir uma nação forte, auro-suficiente e bem preparada para o futuro.
2) Imaturidade
Considerando o ponto anterior, apenas passamos a nos preocupar com nosso próprio futuro a partir do momento em que nos tornamos independentes (o que por sinal foi obtido nada mais do que através de uma carta de alforría). Na realidade a côrte portuguesa até investiu no Brasil quando foi obrigada a se refugiar no Rio de Janeiro, fugindo das tropas de Napoleão – mas tudo o que foi feito visava atender unicamente os interesses da nobreza portuguesa, portanto não se trata de investimentos feitos visando de fato a infraestrutura brasileira. Nossa história enquanto país independente tem menos de duzentos anos. Somos um país novo e, sobretudo, um povo novo, imaturo. Um povo que, enquanto cabeças literalmente rolavam na França em defesa da liberdade, igualdade e fraternidade, apenas começava a criar algum tipo de sentimento patriota.
3) Nunca lutamos por nada
Sei que lutamos sim algumas guerras e enfrentamos movimentos separatistas em nossa história, porém nunca de fato sofremos uma grande ameaça. A Guerra do Paraguai nada mais foi do que um plano orquestrado pela Inglaterra para desestabilizar aquele país que, a passos largos, se tornava uma potência econômica nas Américas. Nossa independência foi comprada de Portugal, passamos décadas pagando por isso. Nunca enfrentamos uma guerra civil. Nunca o povo brasileiro precisou se unir, verdadeiramente, para se defender, para defender seu patrimônio, sua história. Claro, houve a ditadura militar, o movimento das Diretas Já, mas isso não se compara a uma guerra, seja ela externa ou interna. Momentos de dificuldade têm a capacidade de unir cidadãos em prol de uma nação e promover o amor à pátria, à sua independência e autonomia. Apenas quem já esteve ameaçado de perder sua soberania nacional sabe o valor que ela tem.
4) Fatores culturais
Somos um país festivo. É assim que nos vemos, é assim que nos veem. Temos um clima muito agradável, perfeito para ficar à beira da piscina/praia. Todo começo de ano tem Carnaval, alegria geral. Somos aficcionados pelo futebol há quase 100 anos (quase metade de nossa história enquanto nação livre). Além disso somos uma nação formada por diversos grupos étnicos, cada um com sua própria cultura, vindos em épocas diferentes, o que de certa forma dificulta uma identificação geral. Cada grupo está mais preocupado com seus “semelhantes” do que com seus conterrâneos
5) Ciclos viciosos
Pode parecer uma teoria da conspiração, mas não é: alguns grupos sócio-políticos e econômicos já perceberam o potencial que o povo brasileiro tem para ser alienado. Sendo assim, se torna muito fácil suprir o povo com pão e circo, dando-lhe uma educação pública insuficiente para formação de senso crítico e vocação política. É muito mais fácil dominar um povo que não conhece seus direitos, que não conhece sua sociedade e sua política. O ciclo vicioso funciona assim: a criança tem uma má educação, não se torna efetivamente um cidadão ativo ao crescer (seja por não querer – afinal o campeonato brasileiro é muito mais divertido – ou por não ser instigada por seus pais, pela escola, pela sociedade), e permite que novos políticos corruptos se perpetuem no poder. Isso quando a própria pessoa não resolve pensar “ah, quer saber… se todo mundo rouba lá, vou roubar também”.
Sendo assim, quando for reclamar que o Brasil é um lixo e os políticos são uns corruptos, dê uma boa olhada para seus amigos, familiares e para si mesmo. Você pode se surpreender…
Jorge Benzina
Publicado; 18/11/2011 Filed under: Música | Tags: Crossover, Instrumental, Samba-rock Leave a comment »Música nova. Teoricamente.
I don’t…
Publicado; 31/10/2011 Filed under: Nada, Nerd | Tags: Blog, Meme, Nobody cares, Post, The most interesting man in the world 3 Comments »The end is nigh
Publicado; 31/10/2011 Filed under: Nada | Tags: comentários escatológicos, fim do mundo, milho, o mundo não acabou afinal de contas, scat (eu vou me arrepender de colocar essa tag aqui) 1 Comment »Semana passada rolaram uns papos de que o mundo ia acabar. As pessoas estão sempre, de alguma maneira, torcendo por isso. A chuva de meteoros, a invasão alienígena, o julgamento final, a terceira guerra mundial, o holocausto nuclear, o dia em que os computadores dominarão o mundo só porque não foram programados pro ano 2000, enfim… Tá todo mundo louco pra tudo acabar logo e podermos descansar em paz.
O único comentário escatológico que eu tenho pra fazer a respeito disso tudo é o seguinte: poxa, faz muito tempo que não como milho.







